{"id":1790,"date":"2020-08-25T15:18:02","date_gmt":"2020-08-25T15:18:02","guid":{"rendered":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/?p=1790"},"modified":"2020-08-25T15:18:32","modified_gmt":"2020-08-25T15:18:32","slug":"artigo-sobre-favela-e-moda-e-trilogia-do-corpo-por-marco-antonio-goncalves","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/?p=1790","title":{"rendered":"Artigo sobre &#8220;Favela \u00e9 Moda&#8221; e trilogia do corpo, por Marco Antonio Gon\u00e7alves"},"content":{"rendered":"<div title=\"Page 1\">\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Favela \u00e9 moda: corpot\u00e9tica\u00a0e\u00a0cinema de compromisso\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>por Marco Antonio Gon\u00e7alves\u00a0<\/em>(1)<\/p>\n<p><em>Favela \u00e9 moda\u00a0<\/em>d\u00e1 continuidade a uma s\u00f3lida constru\u00e7\u00e3o, proposta e realizada por Emilio Domingos em seus dois longas metragens anteriores\u00a0\u2013\u00a0<em>A Batalha do Passinho<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Deixa na R\u00e9gua\u00a0<\/em>\u2013, constituindo assim a trilogia definidora de um estilo consistente e arrojado de se produzir cinema. Este estilo salienta dois modos conceituais inovadores no cen\u00e1rio do document\u00e1rio contempor\u00e2neo que nomino, aqui, como\u00a0<em>corpot\u00e9tica<\/em>\u00a0e\u00a0<em>cinema de compromisso.<\/em><\/p>\n<p>O conceito de\u00a0<em>corpot\u00e9tica (corpothetics)<\/em>,\u00a0formulado pelo o antrop\u00f3logo visual\u00a0Christopher Pinney (2), leva em conta a ordem do sens\u00f3rio, do corporal que ao conectar corpo e imagem expressa a experi\u00eancia corp\u00f3rea como totaliza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica produtora de modos de ser e estar no mundo.\u00a0<em>O passinho<\/em>,\u00a0a dan\u00e7a, o movimento, \u00e9 uma mimese que nos faz aceder a uma conceitua\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, de som que se cristaliza em pura imagem.\u00a0<em>Deixa na r\u00e9gua<\/em>\u00a0engendra uma est\u00e9tica do cabelo, do\u00a0\u2018fazer a cabe\u00e7a\u2019\u00a0em sentido literal e figurado, nos remetendo a formas de socialidade que, ao instituir um espa\u00e7o de troca de deriva\u00e7\u00f5es corporais, centra no corpo a emula\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de raz\u00f5es e pr\u00e1ticas culturais.\u00a0<em>Favela \u00e9 moda<\/em>,\u00a0mais uma vez, reinventa uma corporalidade apoiada em gestos, performances, conhecimentos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><em>Favela \u00e9 moda<\/em>\u00a0nos apresenta o processo de se tornar modelo, o que implica em modelar corpos, modalizar sentidos, modular afetos. Esse processo de constru\u00e7\u00e3o de corpos-modelos precipita a forma\u00e7\u00e3o das pessoas\/personagens uma vez que, nesta condi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o capazes de transformar sua pot\u00eancia corporal\/sensorial em cr\u00edticas que p\u00f5em em cheque as m\u00faltiplas representa\u00e7\u00f5es naturalizadas sobre seus corpos, sobre a favela. Esta reflexividade gera, assim, desterritoraliza\u00e7\u00f5es, desidentifica\u00e7\u00f5es, deshistoriza\u00e7\u00f5es que desencadeiam, por sua vez, novas historiciza\u00e7\u00f5es, outras identidades e percep\u00e7\u00f5es territoriais. Reconta-se, assim, uma hist\u00f3ria que se inicia com corpos negros em navios negreiros que cruzaram o atl\u00e2ntico e que, uma vez transplantados, se modelam\u00a0pela luta e resist\u00eancia. Corpos-modelos contempor\u00e2neos, ao tomarem como modelos os corpos escravos, podem se reapropriar de territ\u00f3rios cotidianos, da \u2018correria\u2019 do dia-a-dia (dos transportes p\u00fablicos, de ruas cheias de camel\u00f4s) por meio de uma interven\u00e7\u00e3o que afirma um lugar de pertencimento e identidade coletiva.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div title=\"Page 2\">\n<p>Assim, ser modelo \u00e9 uma autoconstru\u00e7\u00e3o da pessoa, juntar suas partes, hist\u00f3rias, identidades. As pessoas\/personagens recortam revistas de moda, produzem uma\u00a0colagem.\u00a0Cortam, montam, justap\u00f5em peda\u00e7os de pap\u00e9is que se insurgem contra\u00a0uma\u00a0est\u00e9tica- dominante. Tesoura e cola instauram um novo padr\u00e3o, est\u00e9tica outra de peles, corpos, cabelos, formas, roupas. Da\u00a0<em>Vogue<\/em>\u00a0se constr\u00f3i uma nova voga, um estilo. Apropria\u00e7\u00e3o\/usurpa\u00e7\u00e3o fenom\u00eanica, subjetiva e sociol\u00f3gica. Retornamos, assim, ao momento inaugural fundador de uma\u00a0<em>ag\u00eancia<\/em>,\u00a0quando J\u00falio C\u00e9sar inicia seu estudo de moda ainda como porteiro que, ao recolher o lixo do pr\u00e9dio, achava as revistas de moda descartadas e delas fazia uma leitura\u00a0<em>favelizada<\/em>,\u00a0precursora de seu empoderamento, revelando uma inten\u00e7\u00e3o em produzir o que define como\u00a0moda de resist\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Favela \u00e9 moda<\/em>\u00a0aborda quest\u00f5es que est\u00e3o na ordem do dia, na pauta do capitalismo hegem\u00f4nico-normativo como\u00a0<em>empreendedorismo,\u00a0sucesso,\u00a0competitividade,\u00a0autoestima,\u00a0autoconfian\u00e7a<\/em>. Por\u00e9m, de um ponto de vista radicalmente distinto. Tornar estas quest\u00f5es cr\u00edticas transforma a opress\u00e3o em empoderamento. Esta perspectiva inovadora \u00e9 expressa por J\u00falio C\u00e9sar no ponto de partida do filme ao afirmar que n\u00e3o quer ser uma ONG e muito menos um projeto social, quer ser empresa de moda.\u00a0<em>Favela \u00e9 moda<\/em>,\u00a0aqui, redobra seu sentido, ao\u00a0<em>favelizar<\/em>\u00a0no sentido de reinterpretar, de se apoderar do pensamento capitalista contempor\u00e2neo, da<em>\u00a0Economia<\/em>, as\/os modelos desconstroem estere\u00f3tipos, preconceitos, afirmando-se, portanto, como sujeitos, dotados de inten\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es, planos. \u00c9 da perspectiva da\u00a0<em>faveliza\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0que os personagens modelam seus corpos e que se tornam, simultaneamente,\u00a0<em>modelos<\/em>\u00a0para si mesmos e para outrem. Dotados de subjetividade s\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>modelos<\/em>,\u00a0capazes de produzir atrav\u00e9s da cr\u00edtica social influentes reflex\u00f5es sobre o mundo de um ponto de vista situado, definitivamente, na favela que passa a ditar a moda, a nova tend\u00eancia, um ousado estilo de pensar. Esta \u00e9 a\u00a0<em>empresa<\/em>, o\u00a0<em>empreendimento<\/em>, o intento de J\u00falio C\u00e9sar com a forma\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia de modelos, a Jacar\u00e9 Moda, que reverbera novos corpos, novas vozes, novas caras oriundas das chamadas periferias do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Camila ecoa esta modeliza\u00e7\u00e3o:\u00a0\u201cquando voc\u00ea se olha no espelho e diz&#8230; eu posso tanto como qualquer outra pessoa&#8230; n\u00f3s estamos equiparados, n\u00e3o tem nada que eu deva\u00a0a eles\u201d.\u00a0Simetriza\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o. Moda, nesta nova configura\u00e7\u00e3o, forma um\u00a0pensamento, expressa m\u00faltiplos efeitos no mundo. Clariza chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do conceito\u00a0<em>gambiarra<\/em>\u00a0enfatizando que \u00e9 menos falta que virtude. Constitu\u00eddo e constituinte da est\u00e9tica da favela, torna-se efeito, revira os sentidos e os lugares estabelecidos.<\/p>\n<\/div>\n<div title=\"Page 3\">\n<p>O conceito de\u00a0<em>corpot\u00e9tica<\/em>\u00a0provoca, pela via do sens\u00f3rio, a n\u00e3o separa\u00e7\u00e3o entre a imagem e o observador, entre aquele que filma e o que \u00e9 filmado, o que p\u00f5e em relevo uma\u00a0<em>rela\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>e n\u00e3o limites, fronteiras entre o eu e outro. Esta\u00a0<em>rela\u00e7\u00e3o<\/em>, sua especificidade, propicia o\u00a0<em>compromisso<\/em>.\u00a0Compromisso\u00a0com pessoas\/personagens constru\u00eddos no\/pelo\/com o filme. Esta \u00e9 a partida conceitual deste estilo saliente que engendra o processo de realiza\u00e7\u00e3o de Emilio Domingos: um engajamento com pessoas\/personagens e, sobretudo, com seus devires imag\u00e9ticos.\u00a0<em>Cinema de compromisso\u00a0<\/em>parte, assim, de pressupostos essenciais capazes de precipitar regimes visuais que se apoiam em processos de simetriza\u00e7\u00e3o e equival\u00eancia que ao levarem, em toda a sua radicalidade, o \u2018outro\u2019, o \u2018filmado\u2019, \u00e0 s\u00e9rio, dissolvem os grandes divisores, as oposi\u00e7\u00f5es sujeito\/objeto, n\u00f3s\/eles, eu\/outro.<\/p>\n<p>O\u00a0<em>compromisso<\/em>\u00a0\u00e9 aquilo que antecede, que precede conceitualmente, o projeto f\u00edlmico ou a\u00a0<em>mise-en-scene<\/em>.\u00a0<em>Compromisso<\/em>\u00a0n\u00e3o deve ser confundido com \u00e9tica ou partilha numa rela\u00e7\u00e3o com os filmados, conceitos h\u00e1 tempo conhecidos pelo document\u00e1rio\u00a0moderno, pelo menos desde o cinema de Jean Rouch(3).\u00a0<em>Compromisso<\/em>\u00a0ao transcender estas\u00a0supostas divis\u00f5es, escapa de um lugar de realiza\u00e7\u00e3o que se concentra em\u00a0\u2018encontrar um filme\u2019,\u00a0\u2018produzir uma\u00a0<em>mise-en-scene<\/em>\u2019,\u00a0\u2018mapear\u00a0conflitos\u2019,\u00a0\u2018instituir\u00a0dramas\u2019,\u00a0\u2018elencar\u00a0problemas\u2019, \u2018precipitar cenas\u2019, termos que\u00a0s\u00e3o lugares comuns nas realiza\u00e7\u00f5es documentais.\u00a0<em>Compromisso<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 condescend\u00eancia, voluntarismo, filantropia. \u00c9 pressuposto de que a<em>\u00a0Favela \u00e9 moda<\/em>,\u00a0modula uma ontologia, estrutura princ\u00edpios organizat\u00f3rios transformadores de sentido.\u00a0<em>Compromisso<\/em>\u00a0\u00e9 operar a l\u00f3gica f\u00edlmica atrav\u00e9s de uma simultaneidade de corpos\/afetos\/intelectos em que a distin\u00e7\u00e3o entre imagem e observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se institui, n\u00e3o tem rendimento.\u00a0A frase de Emilio Domingos proferida sobre seu filme ao jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>, na estreia do\u00a0<em>Favela \u00e9 moda<\/em>\u00a0no Festival do Rio, ecoa este sentido de\u00a0<em>compromisso<\/em>: \u201cO que os personagens falam ali \u00e9 realmente o\u00a0que eu quero\u00a0dizer\u201d.\u00a0Realizar um\u00a0<em>Cinema de Compromisso<\/em>\u00a0\u00e9 instituir esta possibilidade de coincid\u00eancia de perspectivas, de precipitar quest\u00f5es em que n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias explicita\u00e7\u00f5es de um <em>lugar de fala<\/em>, problematiza\u00e7\u00f5es sobre a\u00a0<em>alteridade<\/em>, reflex\u00f5es sobre a\u00a0<em>diferen\u00e7a<\/em>\u00a0enquanto categoriais definidoras da condi\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio moderno situado no plano, sobretudo, de imagens contradit\u00f3rias. O\u00a0<em>compromisso<\/em>\u00a0se realiza em outra dimens\u00e3o, na ordem do afeto, do emp\u00e1tico, na coincid\u00eancia de perspectivas, nos acordos firmados. O\u00a0<em>compromisso<\/em>\u00a0tomado como dispositivo, como modo pr\u00f3prio de realizar, nos d\u00e1 a ver um regime imag\u00e9tico constitu\u00eddo pelo transbordamento afetivo c\u00eanico em que pessoas\/personagens manifestam e revelam, tamb\u00e9m, seu\u00a0compromisso\u00a0a partir da infraestrutura dos afetos, atrav\u00e9s de seus corpos.\u00a0<em>Cinema de Compromisso<\/em>\u00a0\u00e9 o que define este potente estilo que precipita na tela a sincronicidade dos afetos entre a realiza\u00e7\u00e3o e os filmados expressando a delicadeza de um encontro\u00a0<em>compromissado<\/em>\u00a0que se manifesta pela aposta minimalista da\u00a0<em>qualidade relacional<\/em>, capaz de construir m\u00fatua inteligibilidade ao inv\u00e9s de produzir espa\u00e7o para contradi\u00e7\u00f5es e paradoxos. O dispositivo do\u00a0compromissar\u00a0vai muito al\u00e9m dos filmados e do realizador. Irradia-se para os espectadores que, ao final da sess\u00e3o, est\u00e3o\u00a0<em>compromissados<\/em>\u00a0com J\u00falio, Renan, Giorgia, Caio, Clara, Pilar, Gabriel, Lucas, Clariza, Narlan, Raquel, Camila, Mariane, Helena, Hanna, Karina, Rayane, Cesanne, Vitoria, Ricardo, Daniel, Micaela, Tamara, Pedro, Gomez e Matheus. Todos juntos, agora\u00a0<em>compromissados<\/em>, acedem \u00e0 perspectiva de que\u00a0<em>Favela \u00e9<\/em>, literalmente,\u00a0<em>moda<\/em>:\u00a0modos de agir, viver e sentir coletivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div title=\"Page 4\">\n<p><em>(1) Professor Titular de Antropologia do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do CNPq.<\/em><\/p>\n<p><em>(2) Pinney,\u00a0Christopher. 2004 \u201c<\/em>Photos of the Gods<em>\u201d: The Printed Image and Political\u00a0Struggle in India.\u00a0Londres, Reaktion Books.<\/em><\/p>\n<p><em>(3) Ver Gon\u00e7alves, Marco Antonio. <\/em>O Real Imaginado. Etnografia, cinema e surrealismo em Jean Rouch<em>. Rio de Janeiro, Topbooks, 2008.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Favela \u00e9 moda: corpot\u00e9tica e cinema de compromisso&#8221; \u00e9 o texto escrito por Marco Antonio Gon\u00e7alves, antrop\u00f3logo e pesquisador da UFRJ, sobre o \u00faltimo filme do diretor Em\u00edlio Domingos, Favela \u00e9 moda (2019), e sua composi\u00e7\u00e3o aos filmes da trilogia do corpo \u2013 A Batalha do Passinho (2012) e Deixa na R\u00e9gua (2015).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1790"}],"collection":[{"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1790"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1792,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1790\/revisions\/1792"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/osmosefilmes.com.br\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}